O prefeito de Ferraz falou por quase meia hora as galerias lotadas. Muita gente ficou na calçada, diante da Câmara, em razão da falta de espaço no prédio do Legislativo. O prefeito doutor Jorge falou bastante. Fez um balanço das obras, mas não divulgou nenhuma informação relevante e preferiu nada falar sobre os mais recentes escândalos que atingiram o seu governo, como a compra de um imóvel de R$ 2,5 milhões pelos seus filhos. Depois de falar um monte e atirar farpas na direção dos prefeitos de Mogi das Cruzes e Suzano, o prefeito decidiu retirar-se do Legislativo. Assessores e puxas – sacos (não nessa mesma ordem) decidiram seguir o chefe. Na Câmara ficou a população que lotou as galerias na expectativa da abertura de uma comissão de investigação contra o prefeito. O presidente e parente do prefeito, visivelmente tenso, decidiu começar a sessão. E logo de início deixou claro que a estratégia da mesa diretiva, governista, era a de cansar a população o máximo possível e atrasar e/ou impedir a abertura da comissão de investigação. Os vereadores Juracy Ferreira (PMDB) e José Izidro (PDT), não esperaram muito tempo para questionar e denunciar a estratégia do presidente (de enrolar o máximo de tempo possível com a leitura de ofícios e outros documentos). A leitura interminável ficou por conta do vereador Aparecido Marabraz (PT) que não teve dó da língua portuguesa. Diversas vezes os vereadores da oposição pediram a presidente que parasse com a interrupção. Na platéia a maioria das pessoas decidiu apoiar os vereadores da oposição que queriam abrir a CEI dos pontos de ônibus que teriam sido superfaturados pela prefeitura de Ferraz e questionar também a falta de prestação de contas para as obras do PAC. Chamou a falta de gente para defender o prefeito e o presidente da Câmara que em diversas oportunidades ameaçou encerrar a sessão e colocar a população para fora. Para defender o prefeito que deixou o local rapidamente depois de discursar da tribuna, foi convocado um grupo de mulheres (ligadas a prefeitura) da Vila Margarida. Conhecidas como penitentes (por ficar o dia inteiro na prefeitura a espera de ajuda do prefeito) as ‘manifestantes’ foram logo ‘engolidas’ pelos partidários dos vereadores da oposição . Houve bate boca, dedo na cara e muito mais. Até às 20h30 o presidente da Câmara conseguiu impedir a abertura da investigação. Amanhã mais detalhes da história
| COLUNA BRAS DOS SANTOS |

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